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Radiação em raio X: segurança para profissionais e pacientes

Os exames de raio X são uma das ferramentas mais importantes da medicina moderna. É uma tecnologia que revolucionou o diagnóstico médico e permite que ossos, órgãos e tecidos internos sejam visualizados de forma rápida e não invasiva.

Entretanto, o uso da radiação ionizante presente neste processo sempre gera uma dúvida comum entre pacientes e até mesmo profissionais da área da saúde: afinal, o raio X é seguro? 

A resposta é sim, desde que sejam seguidas as normas de proteção radiológica e que os equipamentos estejam devidamente calibrados e operados por profissionais qualificados.

Neste artigo, você vai entender como funciona a radiação nos exames de raio X, quais são os riscos potenciais e, principalmente, as medidas adotadas para garantir a segurança de todos os envolvidos no processo. Boa leitura!

Como funciona a radiação em exames de raio X?

O raio X é uma forma de radiação eletromagnética capaz de atravessar tecidos e gerar imagens internas do corpo humano. 

Quando o feixe de raios atinge o paciente, parte da radiação é absorvida e outra parte atravessa o corpo, atingindo um detector. Essa diferença na absorção cria a imagem, permitindo identificar fraturas, infecções, tumores e outras condições médicas.

É importante destacar que a dose de radiação utilizada em exames diagnósticos é muito baixa. Em termos práticos, um exame de raio X de tórax, por exemplo, emite uma dose de cerca de 0,1 milisievert (mSv), o equivalente à quantidade de radiação natural que uma pessoa recebe do ambiente em aproximadamente 10 dias.

Ou seja, quando bem controlado, o exame é seguro e seus benefícios superam amplamente os riscos.

Saiba quais os riscos e efeitos da exposição à radiação

A radiação ionizante pode alterar o DNA das células e, por isso, o uso indevido ou a exposição excessiva podem trazer riscos à saúde, como queimaduras, mutações genéticas ou até câncer em casos extremos e prolongados.

Porém, é importante ressaltar que esses efeitos não ocorrem em doses tão baixas quanto as usadas nos exames médicos. 

O corpo humano possui mecanismos naturais de reparo celular para a exposição pontual, como em um exame de raio X, onde a radiação não é suficiente para causar danos significativos.

O risco real só existe em casos de exposição contínua, como pode acontecer com profissionais da saúde que trabalham em radiologia sem proteção adequada. 

É justamente por isso que há regras rígidas para controle da exposição ocupacional e protocolos de segurança estabelecidos por órgãos reguladores

Segurança para os pacientes

O princípio que engloba toda a proteção radiológica é o ALARA, acrônimo em inglês para “As Low As Reasonably Achievable” (“Tão baixo quanto razoavelmente possível”, em português).

Isso significa que a dose de radiação aplicada deve ser a menor necessária para se obter uma imagem de qualidade durante o diagnóstico.

Entre as medidas adotadas para garantir a segurança dos pacientes, destacam-se:

  • Uso de aventais de chumbo: eles protegem órgãos sensíveis, como as gônadas e a tireoide, contra a radiação dispersa. 
  • Limitação de área de exposição: os equipamentos modernos permitem direcionar o feixe de raio X apenas à região necessária do corpo. 
  • Controle de doses: cada tipo de exame possui um protocolo com níveis seguros e calibrados. 
  • Evitar exames desnecessários: os médicos solicitam o raio X apenas quando há real necessidade diagnóstica.

Para gestantes, o cuidado é ainda maior. Embora o exame de raio X possa ser feito em algumas situações de urgência, geralmente ele é evitado nos primeiros meses de gestação, sendo substituído por outros métodos como ultrassonografia, que não utilizam radiação ionizante.

Segurança para os profissionais

Os profissionais que operam equipamentos de raio X estão sujeitos à exposição contínua, por isso precisam seguir regras rigorosas de radioproteção. Algumas das principais medidas incluem:

  • Uso de dosímetros individuais: pequenos dispositivos que medem a dose acumulada de radiação recebida ao longo do tempo. 
  • Barreiras de proteção e cabines blindadas: o operador deve permanecer atrás de paredes de chumbo durante a emissão dos raios. 
  • Treinamento em radioproteção: a capacitação é obrigatória para técnicos e tecnólogos em radiologia, garantindo que saibam operar os equipamentos corretamente. 
  • Manutenção e calibração periódica dos aparelhos: assegura que o feixe de radiação seja controlado e direcionado corretamente, evitando exposições desnecessárias. 

Avanços tecnológicos e redução de riscos

Com a digitalização dos exames e o avanço tecnológico, a quantidade de radiação necessária para gerar uma imagem de qualidade vem diminuindo constantemente. 

Equipamentos modernos possuem sensores mais sensíveis, filtros que reduzem a dose e sistemas automáticos que ajustam a intensidade conforme o tipo de tecido analisado.

Além disso, a integração de softwares de Inteligência Artificial (IA) vem auxiliando no aprimoramento das imagens e na redução da necessidade de repetição de exames, o que contribui para a segurança dos envolvidos.

Tanto pacientes quanto profissionais podem se sentir seguros ao realizar e operar esses exames, desde que sejam respeitados os protocolos de segurança e as boas práticas de radioproteção.

Portanto, da próxima vez que você precisar realizar um raio X, lembre-se: a tecnologia está a seu favor, garantindo imagens precisas, diagnósticos rápidos e um ambiente seguro para todos. 

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